Quarta, 16 de janeiro de 2019
VEREADORES SE MOBILIZAM JUNTO À COMUNIDADE PELA PERMANÊNCIA DA 14ª CRE EM SANTO ÂNGELO

 A Câmara de Vereadores de Santo Ângelo sediou na manhã desta quarta-feira, 16, uma reunião no Plenário Juarez Alves Lemos, que discutiu a permanência da 14ª Coordenadoria Regional de Educação (CRE) na Capital das Missões.

A Mesa Diretora do Poder Legislativo de Santo Ângelo, convocou a reunião, que foi conduzida pelo presidente do Legislativo, vereador Dionísio Faganello (DEM), preocupada com a possível perda do órgão educacional, considerando a nota emitida pela Secretaria da Educação (SEDUC) do Estado do Rio Grande do Sul.

A SEDUC afirma na nota, que é necessário otimizar a estrutura atual das 29 coordenadorias, de modo que gere resultados sem onerar os cofres públicos. O documento informa que ainda não está definido quantidade de sedes e servidores, e que a reformulação leva em conta benefícios pedagógicos, estruturais e nos recursos humanos.

O encontro contou com a presença de diretores, professores da rede estadual de ensino, representantes do CPERS, 14ª CRE e da comunidade em geral. Da Casa Legislativa, participaram o presidente da Mesa Diretora, Dionísio Faganello (DEM), secretário Vinícius Makvitz (MDB), e vereadores Pedrão (PSD), Valdonei da Luz (PDT), Rodrigo Trevisan (PP), Márcio Antunes (PP), Zilá Andres (PP), e Paulão (PP).

POSICIONAMENTOS

Enida Sallet, coordenadora da 14ª CRE, relatou que a equipe ficou sabendo através da imprensa da otimização, mas que não há nenhuma divulgação oficial da SEDUC. Além disso, a responsável pelo órgão em Santo Ângelo disse que a nota gerou um clima de instabilidade e de apreensão, a partir do que foi divulgado pela imprensa.

Os vereadores da Casa Legislativa também se posicionaram, enfatizando a necessidade da permanência do órgão na Capital das Missões, e enumeraram diversas justificativas, como o fato da cidade ser considerada polo regional, possuir aeroporto, o que é importante para a logística, além de concentrar entidades e órgãos federais e estaduais.

Makvitz afirmou que o governo do estado vive um momento de enxugamento necessário, mas que entende ser Santo Ângelo a melhor opção dentre os municípios, tendo em vista que o município está centralizado em relação a Ijuí, Santa Rosa, São Luiz Gonzaga e São Borja, que possuem também CREs. O vereador afirmou que “Essa luta é de todos, essa luta é para que a discussão da educação do Estado do Rio Grande do Sul passe na região das Missões, nessa macro-região noroeste, e passe por Santo Ângelo, pelas universidades que estão aqui e formam professores”.

Professores da rede estadual de ensino também se posicionaram em apoio à permanência da CRE em Santo Ângelo, e relataram alguns trabalhos realizados na coordenadoria e que são referência para outras regiões. Também contribuíram com as discussões, o presidente da Acisa, Douglas Ciechoiez, representando as entidades comerciais do município, Demétrius Abigaram, diretor geral do Iesa, Diomar Formenton, presidente do Conselho Municipal de Desenvolvimento (COMUDE) e Maria Celeste Ramos Paiva, representando o CPERS/Sindicato.

Para o Chefe do Poder Legislativo, Chefe do Legislativo, é um momento do município buscar apoio e se articular para manter a coordenadoria em atividade na Capital das Missões. “Nós temos que brigar e defender a nossa terra, por aquilo que é nosso. E a 14ª CRE é nossa, é de Santo Ângelo. Ninguém vai tirar a 14ª de nós, pois vamos nos mobilizar, a Câmara de Vereadores está à disposição, e nós vamos, juntamente com representantes da coordenadoria e entidades da cidade, nos dirigir ao secretário de Educação, que é santo-angelense, para que se mantenha a coordenadoria em Santo Ângelo”.

MEDIDAS

Após as manifestações dos vereadores, professores, diretores escolares, representantes de setores da educação e da sociedade, ficou definido que uma comitiva irá a Porto Alegre para reivindicar que

De acordo com Faganello, será redigido um documento solicitando a permanência da 14ª CRE em Santo Ângelo, e após assinado por todas as entidades, será entregue em uma audiência que a ser marcada com o secretário de Educação do Rio Grande do Sul, Faisal Karam, para cobrar um posicionamento.

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