Quarta, 15 de maio de 2019
Audiência Pública debate maus tratos a animais em veículos de tração

O Plenário Juarez Alves Lemos, da Câmara de Vereadores de Santo Ângelo sediou, na manhã desta quarta-feira, 15, uma Audiência Pública para debater a situação dos animais utilizados em veículos de tração.

Requerida pelo vereador Valter Mildner, a reunião teve a abertura dos trabalhos feita pelo presidente da Casa, Dionísio Faganello, e posteriormente ficou a cargo do vice-presidente Maurício Loureiro. Participaram também, os edis Pedrão, Everaldo de Oliveira, Valdonei da Luz, RodrigoTrevisan e Vinícius Makvitz.

Inicialmente, a advogada e vice-presidente da ONG Pé de Pano, Cristine Peixoto, apresentou o trabalho realizado e o posicionamento da entidade, com pontuações e explicações teóricas, falando sobre os maus tratos aos animais e sobre a substituição da tração animal por outros meios. “A ONG não quer tirar o trabalho de ninguém, nossa proposta é a substituição por outros meios de continuidade do trabalho dos catadores, de forma organizada em associações, cooperativas, fiscalizada com deveres e com mais direitos, mais dignidade, mas sem os cavalos, trabalhando com o motor ou a bicicleta”, disse Cristine.

Em seguida, o assessor da Associação dos Gaioteiros e Carroceiros, Gilberto Corazza, falou sobre a posição da associação e afirmou que o cuidado com os animais é exigido para quem participa da entidade. Além disso, o assessor propôs uma reflexão sobre o assunto, pedindo também, por uma estrutura administrativa de um Departamento de Políticas e Bem-estar Animal, para cuidar da sanidade e alimentação, por exemplo.

Valter Mildner afirmou que ficou sensibilizado ao ver a situação calamitosa dos animais que puxam as gaiotas, e por isso requereu a audiência. “A nossa preocupação não é tirar de circulação os animais que estão em condições, mas a proposta é justamente recolher aqueles doentes e mau tratados, sem as mínimas condições, que passam do dia sem comer e beber”, afirmou.

Posteriormente, a palavra foi colocada à disposição dos vereadores, das demais autoridades e munícipes, que se manifestaram acerca da necessidade de fiscalização de possíveis maus tratos e retirada dos animais dos proprietários. Também foi sugerido que seja proibido o uso de carroças com tração animal aos gaioteiros que não estejam cadastrados na associação, e que seja realizada uma transição até a total substituição dos equinos por “cavalo de lata”.

O presidente da Câmara de Vereadores ressaltou a falta de recursos para a causa animal, e enfatizou a importância da Audiência Pública. “É um momento de dialogar e discutir em busca de soluções desses, de escutar os envolvidos e fazer questionamentos de entendimento. Esse é o caminho para compreendermos o problema e buscarmos políticas públicas, tanto para sanidade animal, quanto para melhorar a estrutura de trabalho dos carroceiros e gaioteiros”, disse Faganello.

Também participaram da audiência, a presidente da ONG Pé de Pano, Ana Carolina Moraes, a Tenente Andrea Santos da Silca, representando o 7º RPMON, a presidente do Conselho Municipal de Saúde, Clarice Nunes, o vice-presidente do mesmo conselhor, Felipe Luz, Janice Ribeiro dos Santos, presidente da Associação dos Gaioteiros e Carroceiros, Eduardo Froncek, representando a Secretaria de Meio Ambiente, Ubiratan Alencastro, representando a Vilgilância Sanitária, Margarete Forlin representando a Coordenadoria de Saúde e a veterinária do município, Emília Stehmann.

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