No próximo mês, a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura – CONTAG e a Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (FETAG-RS) completarão 50 anos de fundação. Diante disso, a Câmara de Vereadores de Santo Ângelo, realizou, na última quinta-feira, dia 14, sessão solene alusiva a data.
A homenagem foi proposta pelos vereadores Gilberto Corazza (PT) e José Martins (SDD). Além dos parlamentares, a sessão contou com a presença do presidente da CONTAG, Alberto Broch, do presidente da FETAG-RS, Elton Weber, do presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Santo Ângelo, Osvaldino Lucca e de representantes das regionais sindicais Missões I, Missões II, Ijuí, Santa Rosa e Três Passos.
Durante a solenidade, Corazza foi quem fez uso da palavra. O vereado classificou a data como histórica, principalmente pela oportunidade de homenagear entidades que representam a agricultura familiar. “Para mim, propor a homenagem e representar o parlamento é muito importante”, disse. O edil fez, ainda, um resgate histórico referente ao movimento sindical. Também falou das conquistas e desafios a serem enfrentados.
Da mesma forma, Alberto Broch, ao fazer uso da palavra, destacou projetos, metas e objetivos da CONTAG. Para ele, a história da agricultura se confunde com a do movimento sindical. “Nós temos participado dos principais momentos históricos. Muitas das nossas conquistas hoje são frutos de 20 anos de luta”, lembra. Na sequência, Broch falou dos desafios atuais, como a sucessão rural e, principalmente, a distribuição de terras. “A conquista de governos populares não substitui a luta do movimento sindical”, alerta. De sua parte, o presidente da FETAG-RS destacou a luta por melhores condições dos trabalhadores e a busca pela valorização da classe.
Atualmente a CONTAG conta com 27 Federações de Trabalhadores na Agricultura (FETAGs) e mais de 4.000 Sindicatos de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (STTRs) filiados, e, assim, compõe o Movimento Sindical de Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais (MSTTR), que luta pelos direitos de homens e mulheres do campo e da floresta, que são agricultores familiares, acampados e assentados da reforma agrária, assalariados rurais, comodatários, extrativistas, quilombolas, pescadores artesanais e ribeirinhos. Durante a sessão solene, foram entregues placas reiterando o reconhecimento aos trabalhos desenvolvidos pelas entidades durante essas 5 décadas de existência.
