50 anos da fundação do Santuário de Schoenstatt é lembrado pelo Legislativo Municipal

 

O Poder Legislativo realizou ontem, dia 20, sessão solene alusiva aos 100 anos da fundação do primeiro Santuário em Schoenstatt e os 50 anos de sua presença na Diocese de Santo Ângelo.

A solenidade, proposta pelo vereador Paulo Azeredo (PMDB), reuniu lideranças, benfeitores e devotos do referido movimento.  

Durante seu pronunciamento, Azeredo fez questão de reiterar a importância do trabalho desenvolvido junto à comunidade. “Muitas outras iniciativas tiveram início com pessoas de algum ramo do Movimento, ou são frutos da inspiração da Mãe de Deus ou do Santuário, que realizam trabalhos sociais em favor dos mais necessitados. São pequenas ações do cotidiano que manifestam o espírito e a pedagogia de Schoenstatt, em prol da dignidade humana”, frisou o edil.

Somente neste ano, a Romaria ao Santuário de Schoenstatt reuniu em torno de 6 mil pessoas. Devotos de todas as idades participaram da caminhada de, aproximadamente, sete quilômetros entre a Catedral Angelopolitana e o Santuário de Schoenstatt.

A solenidade contou, ainda, com o emocionante pronunciamento do Coordenador Diocesano do Movimento de Schoenstatt, Wilson da Rosa Wilges. Já a mesa de honra foi composta pelo Presidente da Casa Legislativa, Vinícius Makvitz, vice-presidente, Pedro Waszkiewcz, secretário da mesa diretora, Diomar Formenton, Bispo Diocesano, Dom Liro Meurer, Wilson da Rosa Wilges, Coordenador Diocesano do Movimento de Schoenstatt e Adroaldo da Rosa Oliveira, Presidente da Sociedade Missioneira de Ketenich.

 

 

O Movimento de Schoenstatt

Existem seis santuários de Schoenstatt no Rio Grande do Sul, 23 no Brasil e 200 em todo o mundo. O movimento iniciou há 100 com o Padre José Kentenich e jovens seminaristas na Alemanha. Em uma capela abandonada em Vallendar, uma “Aliança de Amor” que se baseia na simbologia de “Maria mãe de Deus” foi iniciada por aquele grupo, que acreditava em um movimento de renovação religiosa e moral do mundo em Cristo por Maria. Durante a primeira guerra mundial o movimento ganhou força inclusive entre os jovens soldados.

Acredita-se que os devotos são agraciados com abrigo espiritual em seu coração, a transformação interior e a fecundidade apostólica. Do mesmo modo que os membros do movimento recebem o acolhimento materno, devem retribuir com amor, esforço, oração e trabalho em benefício das pessoas que também procuram o mesmo acolhimento. Princípio que é chamado de “Capital de Graças”. O movimento ganhou força em todo o mundo e conta com 200 santuários.

Hoje o Schoenstatt possui uma estrutura celular que se organiza em “Ramos”: JUFEM - Juventude Feminina, JUMAS - Juventude Masculina, Liga das Mães, Liga dos Homens, e Obra dos Casais. No Rio Grande do Sul encontramos santuários de Schoenstatt em Santa Maria, Santa Cruz do Sul, Porto Alegre, Santo Ângelo, Frederico Westphalen e Itaara. Padre José Kentenich 1885 – 1968 anunciou Maria ao mundo focado na obra de Jesus para que o seu ensinamento resultasse no “Homem novo na nova comunidade”.