Audiência pública debate políticas de inclusão das pessoas com deficiência em Santo Ângelo
A Câmara de Vereadores de Santo Ângelo realizou uma audiência pública para debater políticas públicas voltadas às pessoas com deficiência. A iniciativa foi proposta pelo vereador Lorenzo Tonetto, aprovada em plenário por unanimidade, e reuniu representantes de diferentes entidades e setores do poder público.
Participaram da discussão representantes da AMA, Apassa, Secretaria Municipal de Educação, Secretaria Municipal de Saúde, Apae, entre outras instituições, que apresentaram demandas, desafios e experiências relacionadas ao atendimento e à inclusão.
Durante a audiência, foram apresentados números que demonstram a dimensão das necessidades no município. Atualmente, Santo Ângelo registra 255 alunos com algum tipo de deficiência na rede de ensino, sendo 109 autistas.
Na área da saúde, o serviço TeAcolhe atende aproximadamente 200 pacientes e possui uma fila de espera de cerca de 100 pessoas. Já o CAPS Infantil atende aproximadamente 250 pacientes.
A Apae também desempenha papel fundamental nesse atendimento, contando com 220 alunos e realizando 327 atendimentos diários, incluindo os próprios estudantes.
Outro dado apresentado aponta que o Brasil possui cerca de 18 milhões de pessoas com deficiência, reforçando a importância de políticas públicas permanentes e efetivas.
Além dos serviços de saúde e educação, a acessibilidade urbana esteve entre os principais assuntos. Jean, que participou da audiência e fez uso da palavra na plateia, relatou as dificuldades de locomoção enfrentadas pelas pessoas com deficiência em Santo Ângelo.
Além dele, outras pessoas também deram seu parecer sobre o atendimento, relatando vários problemas enfrentados. Foi destacado que muitos passeios públicos do município não oferecem condições adequadas para o livre trânsito de pessoas com deficiência, criando obstáculos à mobilidade, à autonomia e ao direito de ir e vir.
A discussão também chamou atenção para outras barreiras enfrentadas diariamente, como a discriminação e a falta de inclusão.
A audiência abriu espaço para que entidades, profissionais e cidadãos apresentassem suas reivindicações, contribuindo para ampliar o debate sobre acessibilidade, atendimento especializado e garantia de direitos.
O encontro reforçou a necessidade de unir poder público, instituições e comunidade na construção de uma Santo Ângelo mais acessível, inclusiva e preparada para atender às necessidades de todas as pessoas.