Quarta, 06 de fevereiro de 2019
Reforma da previdência para o campo é tema de debate na Câmara de Vereadores

"Quem é que se alimentou hoje?” Essa foi a pergunta feita pelo vice-presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Santo Ângelo, Osvaldino Luca, no encontro que reuniu vereadores, agricultores e lideranças santo-angelenses, na manhã desta quarta-feira, 06, na Câmara de Vereadores da Capital das Missões.

Conduzida pelo Chefe do Legislativo, Dionísio Faganello (DEM), a reunião solicitada pelo STR foi promovida para debater a situação dos trabalhadores rurais na reforma da previdência. Inicialmente, o presidente do sindicato Daniel Casarin, e seu vice, Luca, se manifestaram sobre o assunto, e posteriormente o espaço foi aberto aos edis e participantes presentes.

Casarin explicou que a reunião com o Legislativo foi solicitada com o intuito de buscar apoio em favor dos trabalhadores rurais, de modo que as mudanças propostas na reforma não sejam aprovadas e a situação fique como está.

Osvaldino Luca afirmou que a agricultura familiar representa 70% da produção de alimentos no Brasil, o que torna a categoria fundamental e de grande importância econômica para o país. O vice-presidente do STR falou da necessidade de articular políticamente, e pediu que os vereadores conversem com seus deputados em defesa da aposentadoria para os trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Aposentadoria Rural

Conforme o presidente do STR, atualmente a idade para aposentadoria rural é de 60 anos para homens e 55 para mulheres, com 35 e 30 anos de serviço, respectivamente, sendo necessária a comprovação documental dos últimos 15 anos de trabalho no campo.

Casarin também falou que o trabalho no meio rural é diferenciado, é mais forçado, que depende além do tempo, também do preço que as empresas colocam nos produtos. “Não temos 13º, nem férias e fundo de garantia, apenas nos aposentamos com um salário mínimo”, justificou, esclarecendo também como ocorre a contribuição dos agricultores para a previdência.

Medidas

Faganello frisou a importância de debater o assunto, considerando a população rural em Santo Ângelo, e enfatizou o apoio da Casa Legislativa aos agricultores familiares, afirmando que “esta luta não é só dos moradores do campo, ela é uma causa de todo o povo santo-angelense”.

O presidente da Mesa Diretora esclareceu que após o debate da manhã de hoje, uma carta aberta está sendo redigida pela Casa Legislativa para ser assinada por agricultores e entidades. O documento ficará disponível no STR.

Participaram da reunião, os vereadores Vinicius Makvitz (MDB), Jacqueline Possebom (PDT), Paulão (PP), Márcio Antunes (PP), Lucas Lima (MDB), Pedrão (PSD), Valdonei da Luz (PDT) e Valter Mildner (REDE).

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