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de Santo Ângelo

Câmara de Vereadores de Santo Ângelo.
Terça, 13 de março de 2018

Homenagem à pessoa com Síndrome de Down destaca a importância da inclusão e da erradicação do preconceito

Em comemoração ao Dia Internacional da Síndrome de Down -  celebrado em 21 de março -  o Poder Legislativo de Santo Ângelo realizou ontem, dia 12, sessão especial para homenagear a Pessoa com a Síndrome.

Na presença de pais, professores e de crianças, jovens e adultos com Down, o vereador Maurício Loureiro, autor do requerimento que originou a referida sessão, reafirmou o compromisso em trabalhar pela implementação de políticas públicas que auxiliem na busca diária pela igualde e cidadania da pessoa com Síndrome de Down.

Durante seu discurso, o edil destacou, ainda, a importância do fortalecimento de ações que promovam inclusão e a conscientização da comunidade em geral.  Exemplificando, o vereador fez menção à Lei Estadual 14.866 de 16 maio de 2016.

“A Lei “Além do Olhar” nos remete e nos responsabiliza a olharmos, efetivamente, às pessoas com Síndrome de Down de maneira inclusiva, participando de forma direta e responsável, no trabalho de inclusão social, ou seja, proporcionar e promover igualdade, através das mais diversas atividades, nas áreas do conhecimento que podem e devem se inteirar e integrar a esta tão nobre causa”, afirmou o parlamentar.

A referida Lei, de autoria do Deputado Estadual Eduardo Loureiro, estabeleceu o Programa Estadual de Orientação da Síndrome de Down e a 1ª Semana Estadual sobre a Síndrome de Down no Rio Grande do Sul, realizada todos os anos entre os dias 21 e 28 de março.

OS DESAFIOS E AS RECOMPENSAS

Robriane Raguzzoni Loureiro foi quem falou em nome das famílias de pessoas com Síndrome de Down.  Em seu pronunciamento, além de apresentar dados e de agradecer a homenagem, destacou a necessidade da implantação de projetos de lei capazes de melhorar as condições de saúde, de educação, de acessibilidade e vida para todos que nasceram com trissomia do cromossomo de par 21 – que é a alteração genética que os portadores da síndrome possuem.

Seguindo seu discurso, Robriane emocionou o plenário ao relatar a experiência, os desafios e as alegrias de ter na família uma pessoa com a trissomia. A mãe do Arthur, foi categórica ao ponderar: “A Síndrome de Down, definitivamente, não é uma doença, mas sim uma condição genética que acontece na fase da divisão celular”, explicou e complementou:

“Quem convive com pessoas com a síndrome sabe que elas são extremamente alegres, espontâneas, felizes. Enxergam a vida por um ângulo diferente, descomplicado. Não possuem vergonha, falam o que estão sentindo e por isso amam tanto, amam muito. Na adolescência vivem amores impossíveis muitas vezes, sonham, mas também sofrem. Sentem o preconceito que se esconde por trás de uma atitude de afastamento, da falta da interação. O preconceito pode não ser explícito. Pessoas boas também são preconceituosas na medida em que não acreditam, verdadeiramente, no potencial que as pessoas com síndrome podem atingir. Pensem nisso. Quem de nós é capaz de definir o que o outro pode ser?”, questionou Robriane.

PRESENÇAS

Durante a sessão, foram convidados para compor a mesa de honra o Secretário Municipal de Saúde, Luís Carlos Cavalheiro, que no ato esteve representando o Prefeito Jacques Barbosa, a senhora Robriane Loureiro, que esteve representado às famílias de pessoas com  Síndrome de Down e a Coordenadora Pedagógica que no  ato representou a APAE Santo Ângelo,   Márcia Ferreira .

SAIBA MAIS SOBRE A SÍNDROME DE DOWN

Síndrome de Down, ou trissomia do cromossomo 21, é uma alteração genética gerada durante a divisão celular embrionária. Os portadores da síndrome, em vez de dois cromossomos no par 21, possuem três. Não se sabe por que isso acontece.

Crianças com síndrome de Dowm precisam ser estimuladas desde o nascimento, para que sejam capazes de vencer as limitações que essa alteração genética lhes impõe. Como têm necessidades específicas de saúde e aprendizagem, exigem assistência profissional multidisciplinar e atenção permanente dos pais. O objetivo deve ser sempre habilitá-las para o convívio e a participação social.

A estimulação precoce desde o nascimento é a forma mais eficaz de promover o desenvolvimento dos potenciais da criança com síndrome de Down.  Empenhe-se nessa tarefa, mas procure levar a vida normalmente. Como todas as outras, essa criança precisa fundamentalmente de carinho, alimentação adequada, cuidados com a saúde e um ambiente acolhedor;

O ideal é que essas crianças sejam matriculadas em escolas regulares, onde possam desenvolver suas potencialidades, respeitando os limites que a síndrome impõe, e interagir com os colegas e professores. Em certos casos, porém, o melhor é frequentar escolas especializadas, que lhes proporcionem outro tipo de acompanhamento;

O preconceito e a discriminação são os piores inimigos dos portadores da síndrome. O fato de apresentarem características físicas típicas e algum comprometimento intelectual não significa que não sejam capazes e que não tenham menos direitos e necessidades. Cada vez mais, pais, profissionais da saúde e educadores têm lutado contra todas as restrições impostas a essas crianças.

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